26/03/2012

Porque escrevo segundo o NAO

Já várias pessoas me têm perguntado porque* escrevo segundo o novo Acordo Ortográfico, tanto aqui no blogue como no site, já que nem simpatizo com ele. De facto não simpatizo, pois parece-me mal pensado a vários níveis. Porém, a maioria das instituições (editoras, institutos, marcas) já o adotou. Se a maioria dos meus clientes faz essa opção, uma vez que tenho porta aberta isto é, presto um serviço comercial , não tenho outra solução senão adaptar-me. Posso não concordar pessoalmente, mas profissionalmente faz sentido que siga a direção dos clientes. Além disso, na (minha) prática, as mudanças não são assim tão dramáticas e difíceis de executar. Para ser franca, ao fim de alguns meses, projeto já me sai sem o c. (Lembram-se da passagem do escudo para o euro?)

Posso não gostar da mudança e da maneira como tentam impô-la, mas, seja como for, ainda bem que me consigo adaptar. Se um autor quiser usar a grafia antiga, terei o maior gosto em segui-la; se outro cliente optar por usar a nova grafia, não hesitarei em acompanhá-lo.

Quanto ao que aí vem, é esperar para ver. Será o AO anulado, uma vez que faltam ratificações? As mudanças anunciadas pelo secretário de estado serão grandes? Quando e como acontecerão? Até que a poeira assente, usarei o NAO, já que a maioria o impôs, pelo menos a título temporário.


* Em breve farei um post sobre o porque e por que.

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