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25/11/2013

Roleta emocional

Nas minhas deambulações internéticas, encontrei a seguinte imagem:


Esta roda conterá o espectro das principais emoções humanas devidamente agrupadas e subdivididas. Não sei de onde vem este gráfico, se é usado na área de psicologia ou noutra. Também não sei se as emoções vividas são assim tão simples. Contudo, as aqui listadas resumem e catalogam com relativa eficácia a maioria dos estados emocionais dos seres humanos e, portanto, os principais motores das nossas acçõe.

Seja qual for a sua origem e utilidade noutras áreas, a verdade é que esta roda pode ser muito útil para quem escreve ficção, tanto no que diz respeito à afinação de personagens que devem ter emoções  credíveis e complexas , como à superação do bloqueio criativo. Se não sabe por onde começar a escrever, porque não girá-la, interromper a rotação carregando num ponto e, partindo da emoção que o acaso selecionou, construir uma narrativa? O protagonista sente-se zangado? De que maneira? Porquê?
E que tal combinar duas emoções quaisquer e ver o que sai? Depois de experimentarem, contem-me como correu.

PS: Entretanto, fui pesquisar melhor e descobri que esta roda se enquadra no estudo do contraste e categorização das emoções, na área da psicologia, e que Robert Plutchik criou em 1980 uma roda semelhante:


21/11/2013

Deixar livros a meio (como leitores)

No blogue do Goodreads, encontrei o seguinte gráfico sobre livro deixados a meio, o que nos leva a fazê-lo, quais os mais abandonados, etc. Há muitas pessoas que se recusam a deixar livros (e filmes e refeições) a meio, mesmo quando não estão a gostar, mas muitas outras – como eu –, desistem se a experiência não lhes está a saber bem, seja por qual for o motivo. O motivo costuma ser a parte mais interessante do abandono. Já tenho largado um livro por a história não me estar a convencer, não gostar da linguagem usada, o autor nada ter de novo para me dizer, por não estar a perceber o objetivo de tudo aquilo ou por outras razões. Insisto, mas se o esforço não compensa, acabo por desistir de ler.

Quando alguém deixa um livro a meio, geralmente fá-lo zangado, porque ficou desiludido, ou então apático, porque simplesmente se desinteressou. Porém, descobri que nem sempre é assim. Há pouco tempo, larguei uma leitura a meio propositadamente e dei-me por completamente satisfeita: já tinha lido metade da obra, belíssima, imaginei o que aconteceria no fim (o que a contracapa - maldita - mais tarde confirmou) e sabia que o resto do texto seria igualmente belo. Só não seria surpreendente, nem na qualidade literária nem no enredo. Por isso, deixei-o a meio e parti para o seguinte. Já vos aconteceu o mesmo?





Se estão curiosos com o livro que larguei a meio, posso dizer-vos que foi O Templo Dourado, de Mishima. :)

25/03/2013

Bloqueio criativo

Teve uma ideia para um conto ou um romance, começou a desenvolvê-la, mas agora chegou a um beco sem saída, aquilo a que em inglês se chama writer's block. Não desespere; há muitas vias que pode explorar para tentar desbloquear a situação, desde respirar fundo até eliminar personagens, passando por inventar finais completamente diferentes daquele que imaginou inicialmente. 

No futuro, falarei mais acerca deste problema e de como o ultrapassar, mas, para já, aqui fica um gráfico que lhe pode ser muito útil:

(Clique para aumentar.)