(Ando ocupada, daí a falta de notícias, meus estimados três leitores, mas volto em breve. Até lá, podem ler coisas que vou escrevendo noutros sítios, como no site Ebook Portugal, por exemplo.)
18/03/2013
Revisor de texto
A diferença entre superpoderes e superpodres.
Etiquetas:
avisos,
gralhas,
revisão de texto,
santos da casa
21/01/2013
Aprender com os outros #1
John Hodgman, autor de vários livros e ex-agente literário, fala sobre a sua experiência como escritor.
Etiquetas:
humor,
vida de escritor,
vídeos
16/01/2013
Palavras mal-ditas
Há palavras que teimam em ser mal ditas e, depois, mal escritas. «Espilrrar» é apenas um de centenas de exemplos à disposição.
Curiosamente, quase todas as novas versões das palavras são mais complicadas do que o original. Se fosse para simplificar, compreendia-se o motivo, mas quase sempre é mais difícil dizê-las e escrevê-las mal do que bem.
De todas as palavras-equívoco, a minha preferida é «volúpcia». Mistura voluptuosidade com pelúcia, o que me lembra logo veludo. Na minha cabeça, a palavra tem esta forma:
Outra palavra muito boa é «sigílio». Na fotografia, o que vemos é «sigilio» (do verbo «sigiliar»?), o que constitui uma nova forma de erro. Delicioso. A imaginação humana não tem limites.
PS: A propósito da imagem, aproveito para lembrar que, no sentido de unidade de medida, «grama» é uma palavra masculina. Só devemos usar «grama» no feminino quando nos referimos à relva. Ou seja, na charcutaria, o que pedimos é duzentos e cinquenta gramas de «mortandela».
PS: A propósito da imagem, aproveito para lembrar que, no sentido de unidade de medida, «grama» é uma palavra masculina. Só devemos usar «grama» no feminino quando nos referimos à relva. Ou seja, na charcutaria, o que pedimos é duzentos e cinquenta gramas de «mortandela».
Etiquetas:
erros comuns,
palavras de estimação
14/01/2013
«Escrever não é só romances» #3
Também se escrevem cartas, muitas, óptimas, cheias de amor, de inteligência e de graça, cheias de vida e nada ridículas.
09/01/2013
Novas do novo Acordo Ortográfico
Afinal, parece que o Brasil não está a «dar um tempo» antes de romper a relação com o NAO.
(Tal como os acordos, as notícias também podem ser equívocas.)
(Tal como os acordos, as notícias também podem ser equívocas.)
Etiquetas:
Acordo Ortográfico,
notícias
07/01/2013
Preços
Pedem-me muitas vezes que diga quanto levo por página nos trabalhos de revisão ou edição de texto, de tradução e de redação. A minha resposta é sempre igual: «depende». Pode ser 1,5 € por página ou pode ser 15 €.
Tudo depende dos prazos, do tipo de trabalho, das dificuldades que põe, da bagagem que exige, da extensão, da modalidade de pagamento, do tipo de relacionamento com o cliente e de muitos outros fatores. Não funciono com preços tabelados ou aproximados – dou sempre um orçamento (gratuito, confidencial e sem compromisso) específico para cada projeto, em função de uma boa amostra do texto e daquilo que se pretende.* Embora a formulação destes orçamentos individuais me tome tempo, é o mais justo para o cliente e para mim. Assim, ninguém paga a mais e ninguém recebe a menos.
O preço justo não é um «preço competitivo face à média do mercado» (uma abstração — ninguém sabe ao certo qual é a média, nem ela é justa em si mesma), é um valor a que se chega olhando bem para as expectativas do cliente, para a natureza da tarefa e para a qualidade do serviço prestado.
Não é uma questão de «ser subjetivo». Mais objetivo não podia ser. Trabalhos diferentes = preços diferentes.
A revisão de uma tese de doutoramento não dá o mesmo trabalho por página que dá a revisão de um romance; um texto em bom estado exige menos do editor do que um texto cheio de fragilidades; traduzir um texto com terminologia obscura em tempo recorde é mais difícil do que traduzir calmamente um texto publicitário, e assim por diante.
Quando vamos ao dentista, não pagamos um valor fixo, os dentistas não levam todos o mesmo e não pedimos aos dentistas que nos digam «por alto» quanto levam sem sequer lhe dizermos o que nos aflige, pois não?
Pela minha parte, desconfio bastante de quem cobra sempre o mesmo, pois o mais provável é que não seja um profissional sensato (está disposto a perder dinheiro nos casos difíceis e a cobrar a mais nos casos fáceis) e qualificado (se não é sensível às diferenças de caso para caso, dificilmente terá a sensibilidade necessária para desempenhar bem a sua tarefa).
*A minha única exceção a esta regra são as traduções de livros para
algumas editoras com quem trabalho regularmente. Já as conheço, já
conheço o tipo de textos e, portanto, há um preço fixo por página.
04/01/2013
Conversar com autores
Já aqui falei de podcasts, episódios de programas de rádio que podem ser descarregados gratuitamente on-line e ouvidos mais tarde em qualquer leitor (computador, iPod, telemóvel...). Descobri recentemente um programa óptimo, o BBC World Book Club. Todos os meses se discute um livro de ficção com o seu autor, que responde a perguntas do público. Isto permite-lhe ficar a conhecer melhor o escritor, a obra e a mecânica literária. Além de entreter, aprende-se muitíssimo.
Se gosta de conversa inteligente, se não tem tempo, dinheiro ou disposição para ir a lançamentos, ler revistas da especialidade ou entrevistas no computador, a resposta é o BBC World Book Club. Tem de compreender inglês — é o único senão —, mas cada minuto vale a pena.
Para começar, sugiro-lhe este episódio, com Colm Toibin. O autor, além do sentido de humor, ainda tem grandes tiradas (como «a página não é um espelho»). Food for thought, indeed.
Etiquetas:
autores,
entrevistas,
podcasts
02/01/2013
31/12/2012
2012
O fim do ano obriga-nos sempre a olhar para trás e a refletir no que aconteceu nos doze meses anteriores. Pela minha parte, não me posso queixar: revi muito, traduzi vários livros, estou a escrever um, fiz uma viagem profissional a Luanda, ajudei autores, trabalhei com editores, amigos e empresas, reformulei dezenas de CV (algumas dessas pessoas já encontraram emprego!), escrevi para sites, para blogues, convivi com colegas, elaborei pareceres de leitura e ainda tive tempo para respirar, ler, fazer exercício físico e aproveitar as melhores coisas da vida.
Venha o novo ano. Estou pronta.
Um óptimo 2013 para todos, cheio de ideias e coragem para as concretizar!
Etiquetas:
apontamentos,
balanço,
vida de trabalhador independente
Sabia que...
Os dias da semana se escrevem todos com letra minúscula?
É verdade. Todinhos. Mesmo sábado e domingo. E não é por causa do «novo» Acordo Ortográfico.
Pense lá bem: há algum bom motivo para os escrevermos com maiúscula?
Os nomes dos meses seria compreensível, pois quase todos têm origem em nomes de divindades. Por sua vez, também há uma longa tradição de se escrever os nomes das estações do ano usando caixa alta.
Agora, os nomes dos dias da semana, com NAO ou sem NAO, iniciam-se sempre com a prosaica letra minúscula.
Etiquetas:
sabia que...
28/12/2012
21/12/2012
Com acento
Vejo cada vez mais pessoas — os próprios, muitas vezes! — a desistir de pôr os acentos nos nomes: Vitor, Helder, etc. No outro dia, quis comprar um presente para uma pequena Luísa e só havia à venda artigos com o nome Luisa gravado. Disse-me a rapariga da loja com o ar mais seguro do mundo: «Pode ser das duas maneiras.» Não, não pode.
Etiquetas:
erros comuns
19/12/2012
Vida de tradutor/revisor/escritor/editor/... independente
Ser freelancer não é um mar de rosas. Sim, a liberdade é ímpar e as vantagens são inúmeras, mas. Há alguma chatice envolvida. Prazos, cobranças, impostos, sedentarismo e procrastinação são alguns dos males que nos perseguem. É por estas e por outras que me rio muito com artigos deste género. Rio-me muito (também choro um bocadinho) e depois penso no que posso e devo fazer para mudar aquilo que não está bem. Já passeio o cão várias vezes por dia, lá vou fazendo exercício... não falta tudo.
17/12/2012
06/12/2012
Escrever em modo zen
O Ommwriter é uma ma-ra-vi-lha. Trata-se de um processador de texto sem menus, sem réguas, regras, nem outras coisas que geralmente se põem entre nós e as palavras (sem ofensa, senhor Cesariny).
É compatível com Mac e PC e recomendo-o a todos os que queiram escrever sossegados. Acho-o especialmente bom para quando se escreve torrencialmente e o importante é dar o verbo à luz. Depois de o texto estar cá fora, então, copia-se para o Word e fazem-se as correções.
O download é gratuito. Instalem-no, façam os ajustes e comecem.
PS: Se a página em branco vos angustia, talvez esta vos dê vertigens, mas vale a pena experimentar.
Etiquetas:
ferramentas
Subscrever:
Mensagens (Atom)


